04/01/2017 | 17h37 - Publicado por: Assessoria CRO-PI
Doenças e falta de higiene bucal na gestação podem ocasionar parto prematuro

Os cuidados com a saúde das crianças devem iniciar ainda na fase gestacional, quando as atitudes da mãe influenciam diretamente no desenvolvimento do bebê. Com a saúde bucal não é diferente. A higienização e a visita ao cirurgião dentista são os primeiros passos para evitar doenças como a periodontite (inflamação das gengivas e pode levar à perda dos tecidos que sustentam os dentes). A doença causa um risco 3,47 maior de um parto prematuro, segundo pesquisa divulgada em março deste ano pela Coordenadoria de Serviços Sociais da Unicamp.

Muitas mulheres, por medo de complicações em algum procedimento, deixam de ir ao cirurgião dentista. Porém, uma regra é válida: a prevenção e os cuidados feitos por um profissional qualificado é mais recomendável do que o não acompanhamento da saúde bucal. Como relatado no estudo divulgado pela Unicamp, a periodontite é responsável também por aumentar em 2,93 vezes as chances de nascimento de bebês abaixo do peso.

Para evitar a exposição a tais riscos, o recomendado é que já no início da gestação seja realizada a remoção das placas bacterianas e investigação do histórico de problemas bucais. O cirurgião dentista Leonardo Sá, presidente do Conselho Regional de Odontologia do Piauí (CRO-PI), explica que, antes de tudo, é fundamental dialogar com um profissional de confiança. “Existem procedimentos como clareamento e cirurgias complexas que não são indicadas na gestação, por envolverem mais riscos à gestante. Radiografias, por exemplo, só podem ser feitas em casos extremos. O mais recomendado é a manutenção da higiene, especialmente na região entre dentes e gengiva”, recomenda.

Leonardo explica que as alterações hormonais decorrentes da gravidez são as responsáveis por alterações nos tecidos gengivais, bem como na composição da saliva. É imprescindível manter a escovação, principalmente após enjoos e depois de refeições. “O acumulo de resíduos pode ocasionar problemas de cárie e por ser um problema infectocontagioso ele pode passar da mãe para o filho, pois a cárie é a fermentação dos ácidos presentes da boca, provocando danos ao esmalte do dente e inflamação na gengiva”.

Um importante destaque é que a gravidez não é responsável pelo surgimento de doenças bucais, mas que um quadro de predisposição e falta de cuidados pode ocasionar em riscos evitáveis com cuidados básicos. “A boca é porta de entrada para o nosso organismo e para garantir um desenvolvimento e futuro saudável para o filho, a mãe deve começar cuidando de sí mesma e procurar realizar um pré-natal confiável, incluindo o trato odontológico”, completa o cirurgião dentista, Leonardo Sá. 

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